Meu primeiro dia em Atenas: deuses, colinas e a magia da Acrópole
- Leticia Estrela
- 6 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Chegada na cidade
A viagem começou desacreditada. A primeira tentativa tinha sido cancelada, e até o embarque parecia que algo podia dar errado. Mas cheguei. E foi mais fácil do que imaginei.
Do aeroporto, peguei a linha 3 do metrô direto para o centro. Os bilhetes podem ser comprados nas máquinas ou no guichê, e todo mundo no aeroporto falava inglês com tranquilidade. Em cerca de 40 minutos, desembarquei na estação Monastiraki, coração de Atenas.
Me hospedei num hostel muito bem localizado, com quartos femininos, divisórias individuais e até protetores auriculares. O hostel se localizava no bairro de Monastiraki. Dali, dava pra chegar na Acrópole em 15 minutos a pé. Naquela noite, só jantei ali perto e fui descansar.
Tour pela Acrópole
Reservei com antecedência pelo GetYourGuide (67€ com entrada + guia) e recomendo demais. Ao entrar no sítio arqueológico da Acrópole, a primeira parada foi o Santuário de Dionísio e o seu Teatro de Dionísio, considerado o berço do teatro ocidental. Dionísio, o deus do vinho, das festas e das artes, era celebrado ali com rituais e peças dramáticas — a origem do teatro como conhecemos.
Seguindo, passamos pelo Santuário de Asclépio, o deus da medicina, cujo símbolo era a serpente entrelaçada em um bastão — origem direta do símbolo médico atual. A lenda conta que Asclépio foi banido por trazer de volta à vida aqueles que estavam destinados à morte, rompendo o equilíbrio entre os deuses e os mortais.
Continuando a subida, vimos o Odeão de Herodes Ático, um teatro romano ainda usado hoje para apresentações ao ar livre, especialmente durante o Festival de Atenas.
E então, o ápice: a entrada monumental da Acrópole pelo Propileu, o antigo portal cerimonial. Lá no alto, o majestoso Partenon, templo dedicado à deusa Atena Partenos, protetora da cidade. Ao lado, o Erecteion, com suas icônicas Cariatides — colunas esculpidas em forma de mulheres.
Lá do alto, a vista é surreal. Atenas se abre inteira diante dos olhos. A cidade antiga e a moderna coexistem sob o mesmo sol. Um lugar de energia densa, que vibra em silêncio.
Museu da Acrópole
Depois do almoço, fui ao Museu da Acrópole (entrada 20€). Mesmo sem guia, há muito conteúdo explicativo, e vale cada segundo. Vi ali peças originais retiradas da Acrópole, esculturas, colunas, fragmentos das metopes e frisos do Partenon. Há estátuas de deuses, como Afrodite, Ártemis, Hermes, além de elementos arquitetônicos preservados com cuidado.
O museu foi construído sobre ruínas visíveis pelo chão de vidro, a cidade antiga literalmente abaixo dos nossos pés.
Pôr do sol com os deuses
Mais tarde, encontrei amigos colombianos e subimos a colina do Areópago, antiga rocha sagrada onde se reunia o conselho da cidade. Dizem que Apolo foi julgado ali pelos deuses, e também que São Paulo discursou aos atenienses nesse mesmo lugar.
A vista dali para a Acrópole é perfeita. Vimos o pôr do sol com cerveja na mão e olhos marejados. Quando escurece, a Acrópole se ilumina e parece suspensa no tempo. Um momento de conexão espiritual, com a cidade, com os mitos, comigo mesma.
Terminei o dia jantando com a maravilhosa vista da Acrópole, tomando uma cerveja local e comendo um ótimo Moussaka.
Obrigada por ter lido até aqui! Te vejo no próximo post!
Beijos,
Leticia Estrela



















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